domingo, 22 de abril de 2012

Coisas nossas, nossas coisas.

E eu fico aqui, imaginando feito boba, nossos sonhos, nossos planos: nossas coisas que são coisas nossas.
A nossa casa; o sofá vermelho; o puff preto daquele bem grandes pra caber as duas nas noites de sábado; nossa parede de fotos em preto e branco tiradas por aquela câmera com o zoom de 30x; nossos pratos quadrados; a estante com espaço pra minha coleção de copos roubados de todos os bares; a geladeira num tamanho que você consiga alcançar o congelador; a TV bem grande pra gente assistir os filmes bem abraçadinhas; a máquina de lavar roupas pra você não ter que lavar os jalecos branco na mão; o microondas pra quando a gente chegar em casa bem cansadas só aquecer a comida congelada; os edredons quentinhos e bem grandes pra você não roubar a minha parte e me deixar com frio nas noites de inverno; um espaço bem grande em algum lugar da casa pra nós colocarmos os nossos filhotinhos de pelúcia, já que a nossa família não para de crescer; uma sapateira do lado de fora ou na lavanderia pra você deixar seus tênis e sapatos cheios de chulézinho , senão a gente não vai conseguir ficar dentro do quarto; o fogão pra eu fazer aquele monte de comida gostosa que você pede toda dengosa quando tá com vontade de comer; alguns fones de ouvido espalhados pela casa, pra que você possa ouvir Zezé di Camargo e Luciano sem eu ter que ouvir junto; o dobro de tampões de ouvido, pra quando você decidir ver aquele DVD deles que você já viu milhares de vezes e me obrigar a ouvir junto;o vídeo-game pra gente jogar junto os joguinhos de carrinho que eu nunca vou aprender, mas que você insistirá em me ensinar todas as vezes e até me deixar ganhar pra eu ficar feliz; o ar condicionado pra que nós possamos dormir agarradinhas até mesmo no verão; uma parede toda GAY no nosso quarto, só porque eu deixei você escolher o sofá vermelho; um espaço maior pra mim no guarda-roupas porque eu sou consumista; um espaço maior também no banheiro só pra minha coleção de cremes e perfumes e você não reclamar dos meus perfumes doce demais e por último a nossa "gatinha" pra quando você tiver que trabalhar o dia inteiro e me deixar sozinha, ela me fazer companhia até a hora que você chegar e ficar toda largada no sofá vermelho com a cabeça no meu colo querendo que eu mexa no seu cabelo e enquanto isso a "gatinha" fica passando de um lado pro outro, esbarrando na sua mão querendo um pouquinho de carinho e atenção da mamãe da outra mamãe dela que ficou fora o dia todo.
É isso, coisas nossas, nossas coisas. Só nossas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Amigos, será?

Hoje, depois de muito tempo eu parei pra pensar naquelas pessoas que não vejo ou não falo há algum tempo. Pensei comigo, como pode amigos jurarem amor e lealdade eterna, sendo que em tão pouco tempo, talvez até menos do que se levou pra construir aquela amizade verdadeira, eles se esquecem de nós. Até tentei analisar se eu também, não haveria me esquecido deles.
Mas quantas e tantas vezes eu reservei alguns minutos do meu dia, pra mandar uma mensagem, pra ligar e ouvir nem que seja um "Oi, tudo bem?"? Sim, eu fiz isso inúmeras vezes e ainda faço, mesmo não acreditando mais em todas aquelas juras.
Faço porque sinto imensa falta, porque as vezes tudo o que eu mais quero é poder saber como anda a sua vida, ou porque eu precise desabafar com alguém que eu sei que me entende, as vezes eu quero ouvir conselhos, quero chorar ou apenas um silêncio pra me confortar. E me vejo no direito de exigir sim!
Afinal, pra que servem os amigos?
Pra viver de sorrisos, festas, bebidas, saídas, piadas, segredos, confusões e turbilhões? Sim, é pra tudo isso e muito mais, mas também para o restante de toda uma amizade que se baseie em cumplicidade, lealdade, companheirismo, amor e confiança.
Se eu errei, por favor me diga onde. Me diz o que eu tenho que fazer pra fazer com que as coisas voltem ao normal, pra que eu possa ter os meus amigos de volta, aqueles que eu sempre tive no meu lado e que agora eu me pergunto onde eles se encontram.
Eu sei que não sou perfeita, além de ser humano, eu sou muito falha e por muitas vezes fraca. Por muitas vezes eu pensei só em mim, fui egoísta, ciumenta, individualista e tantas outras coisas que eu sei que eles conseguiram e ainda conseguem enxergar em mim.
Mas eu posso melhorar, eu sei que consigo. Desde que vocês estejam perto, porque eu amo e preciso daqueles tanto me são importantes.
Só que tem uma hora que a gente cansa e se acostuma. E eu, to começando a me acostumar com a ausência de um tanto de gente.